E a torre desabou…

Dia 16, o relógio parou

o vírus ameaçou,

a noite chegou,

voce partiu

me partiu

dilacerou.

o ar pesado

já condensado

me afetou,

te afetou

nos matou.

mais uma vez,

neste mundo maluco

a cegueira nos venceu

como imaginar

que todo aquele amor

pudesse,

assim acabar.

Publicidade

cronica da subversão

O dia avançava lento pelo corredor da noite, o entardecer, o meio tempo, se aproximava com sua sombra tênue que fazia brilhar gradualmente pontos de luz distantes. Observo as luzes dos apartamentos acesos e me divirto imaginando situações, mundos, enquanto admiro paredes distantes e iluminadas, muralhas de concreto se sobrepõem no horizonte.

Aproveito o silêncio do fim da tarde na velha poltrona de balanço e retomo a leitura do dia anterior — Livro sem título de um autor sem nome —, nada de literatura por hoje, me inclino ao mundo oculto, a tudo aquilo que não é habitual— não tem jeito, tenho meu universo particular.

Lembro — que a sexta-feira aconteceu como outra qualquer, distribui atenções, abraços, fingi diálogos, viajei léguas marinhas sem sair do lugar, distraindo-me com coisas humanas. Entre essas coisas humanas, busquei momentos sublimes como; espaços de leitura, contemplação, busquei lembranças esquecidas, pessoas que não existem mais, ou que existiam apenas como projeção da minha própria alma que tentava inutilmente se encontrar nos outros para voltar a ser completa, para se integrar.

Busquei motivos para sonhar, para não me entregar a descrença da capacidade humana de ser humano, motivos para continuar sonhando sem culpa por ser o que tenho vontade de ser, por ser eu. Por desconsiderar a opinião alheia e me tornar estranha para os iguais.

Entre esses pensamentos; surgiu uma lembrança do tempo na escola, de como isso tudo começou.

— Era o primeiro dia na escola de freiras em Buenos Aires, ano de 1991, escola rígida e exigente, levei mijada da freira no primeiro dia, cheguei atrasada, sempre tive problemas com o tempo, eu e o tempo nunca nos entendemos.

— Ela me chamou -fingi não ouvir e continuei andando, tentando a todo custo não ser percebida pela sua figura opressora, foi quando ela me chamou novamente e disse; você não tem lavado seus (ouvidos) senhorita? não ouviu que a estava chamando? — disse que não, morrendo de vergonha, ciente da minha mentira, ela revisou meus ouvidos para checar se estavam de fato limpos, com certo ar de deboche.

-Me senti estranha desde o primeiro dia na escola, inadequada, senti que o mundo exigia que me adaptasse a padrões já conhecidos para sobreviver em sociedade, coisa que para mim, sempre foi um desafio. No primeiro recreio fingi me machucar, para poder ficar na sala sozinha, nunca me senti a vontade em ambientes muito frequentados. Gostava da liberdade que a imaginação me proporcionava, o barulho do recreio, os empurrões, as gargalhadas altas, as pessoas arrogantes, sempre me faziam fugir. Até hoje me sinto dessa maneira. Quando preciso estar em lugares tumultuados, sempre acabou me recolhendo para pátios esquecidos e bibliotecas empoiradas — não preciso de muito para ser feliz, isso inclui barulho, aprovações externas, quantidade de pessoas, prezo pela qualidade, aprendi isso desde cedo.

A ordem dada era a de posicionar os braços ao lado do corpo… e sorrir — mostrar-se — adestrada, embalsamada, conformada. Eu estava inquieta, sintomas de claustrofobia me agoniavam, suor nas mãos, vontade de fugir. –Sai pela tangente pensando em dar um tempo no banheiro, quando lembrei do corredor que estava no fim do pátio e que despertava em mim grande curiosidade.

-Existiam dois pátios cobertos, no final do segundo, havia um corredor que me causava medo e curiosidade, pensei em ir até ele, tremendo um pouco e me sentido estranha caminhei pelo segundo pátio da escola, até o início do misterioso corredor. Enquanto o atravessava, ideias malucas passavam pela minha cabeça. Sabia que somente as freiras frequentavam aquele espaço. As freiras estavam praticamente todas no pátio principal da escola, lugar onde eramos obrigados a rezar em um frio de 5 graus durante 30 minutos todas as manhãs.

A curiosidade me instigava e a vontade de fugir do aglomero, me levava sempre para novos caminhos alternativos, imaginativos e fantásticos, onde descobria novos cenários, novas formas de ver o mundo e senti-lo para além da coletividade passiva. — Caminhei pelo corredor que levava ao fundo da escola e ao inicio do meu despertar… enquanto andava pelo corredor percebi uma luz intensa e peculiar, quando finalmente cheguei no fim do corredor pude observar um lindo jardim de inverno, muito bem cuidado, a metade dele era coberto por uma cobertura translucida e havia duas portas. -imaginei que as portas levavam a o quarto das freiras, isso me causo certa curiosidade, como se imaginasse que elas escondiam algum segredo, o manto que as cobria, me trazia essa ideia peculiar.

Porem, me detive no jardim observando as rosas que cultivavam, o jardim era lindo, havia também; margaridas e uma árvore de jasmim que exalava um aroma muito agradável. Aquilo me devolveu a paz, a contemplação do jardim; me teletransportou para fora daquela instituição claustrofóbica, me mostrando que Deus mora nos jardins, no vento, no espaço todo, e que ele somente pode ser percebido na solidão, quando todas as vozes silenciam, quando procuramos por aquilo que esta além dos corredores, pelo misterioso mundo invisível que cerceia toda ilusão humana,ridicula e pequena.

De repente, a Freira apareceu com sua figura longínqua e severa, tremi novamente, senti medo: Então, aí está você Marucci? — sabe que não devia estar aqui, não é? Deus não se alegra com meninas intrépidas, sabia disso?-Fiquei muda não conseguia emitir nenhuma palavra, não poderia lhe descrever sobre; o encanto do jardim, sobre o prazer do ato subversivo, sobre ter encontrado a Deus no fundo, de um corredor escuro. Ela nunca me entenderia, julgo que ela nunca teria fugido da fila das orações, ou não estaria ali, ou não seria uma freira, sua maneira de encontrar a Deus não se parecia com a minha. Pensei em tudo isso, mas não disse absolutamente nada, ela me levou de volta, para a fila e eu me senti novamente estranha, como estrangeira que sou e sempre serei….

— E foi assim que tudo começou, assim comecei a perceber tudo o que eu não era, comecei a aceitar e me divertir secretamente com meu próprio universo particular — esse era o meu padrão; não me repetir, não consentir, não me adaptar, ser lenho que arde, arder no fogo, poder encontrar Deus no corredor imundo, sempre ao lado de um jardim de rosas e jasmins…

Diálogos internos de partes fragmentadas

Eu — Gostaria de escrever algo diferente esta noite, se me permite.

Mente — Não estou com vontade.

Eu — Você fala sempre das mesmas coisas; poesia, vazio, amor, ilusão….não cansa não…?vamos partir para algo novo, algo mais light…

Mente — Eu apenas faco você digerir aquilo que te alimenta, estou fazendo meu trabalho, como deve ser, por que você não pensa em outras coisas… ?

É você que manda, eu só comando!

Eu —Qual é a diferença entre mandar e comandar?

Mente —Você me envia as impressões, eu as decodifico.

Eu —Entendo, então preciso de novas impressões, novos alimentos para te fazer digerir, é isso…?

Mente — Não, não é isso!

Eu — O que é então…?

Psique — Talvez vocês duas precisem de mim…

EU — Quem esta falando…? no consigo ouvir direito… sua voz é muito baixa, fale mais alto, por favor!

Psique — Você ainda não me permite falar mais alto.

Eu — O que… o que você disse?

Mente — Essa voz não fala nada com nada, melhor ignora-la, pode acreditar!. 

Eu preciso de mais informações, certezas, experiencias, duvidas, para poder analisar e tirar conclusões.

Eu — Mas… a voz… a voz que escuto de longe, ela é tao sutil e misteriosa, gostaria de ouvi-la… gostaria de chegar mais perto, mesmo temendo sua presença misteriosa, a desejo profundamente….

— Como faco para ouvi-la, como poderei chegar perto dela…?

Mente — Nao, você não pode ouvi-la, nem chegar perto dela, não entende!?

Eu — Por que não?

Mente — Ela pode enlouquecer… a você, e a mim….nos tirar do caminho.

Eu — Que caminho é esse?? 

Você quer dizer que ela tem algum poder sobre nós… ela poderia nos comandar?

Mente — Só se você permitir.

Persona — Tranquilo pessoal, eu nunca irei permitir que essa loucura aconteça, estou por demais preocupada comigo mesma, como o que possa parecer, ninguém aqui quer parecer maluco, imagina….!o que poderiam dizer???

— Temos que nos adaptar ao mundo que vivemos, eu vou ajudar vocês, podem confiar em mim!

Mente — lá vem você e suas importâncias inúteis.

Persona —Da licença, mas sou eu responsável em conectar vocês todos com o mundo ao redor. Se eu não estivesse aqui, vocês todos não existiriam, eu que dou a cara para bater.

Mente —a máscara, você quer dizer… você é uma mentira!

Persona —chame como quiser.

Eu —Vocês poderiam me deixar em paz só por hoje, só quero escrever algo diferente, só isso….vocês não param de falar nem um minuto, credo!

Sombra —Talvez você esteja mesmo ficando maluco, ninguém tem culpa da sua indisposição, você tem que assumir que este perdido, que não tem voz própria, que odeia indiscutivelmente todas essas vozes. Já chega por hoje, esta muita quente, não devia mais perder seu tempo, escrever é inútil, como estes pensamentos, inúteis!

— como as vozes… e as pessoas lá fora, tudo, um monte de nada!

Eu —Talvez você esteja mesmo certa, eu odeio tudo isso, essa falta de motivo, as pessoas nas ruas lotadas que se esbarram com arrogância, os meus versos inúteis, essas malditas vozes que falam e nunca dizem nada concreto.

Anima —Mas….. é a sutileza do amor…? por que ela existe…?

-Eu sei que você já se questionou sobre este ponto, você esta sempre procurando-a nos seus amores, nos seus versos, nos entardeceres, nas leituras, no mar…. Se você parar de ouvir meus sussurros apaixonados que anseiam por ti, também teu coração se tornara frio e incompleto. Tudo o que você tem feito é caminhar ao meu encontro. Não me abandone agora por favor, eu te amo.

Self —silencio absoluto(…..)

Eu —Acho que estou ficando maluca…

— já sei, o médico vai dizer que estou precisando de anestésicos, que tudo vai passar….

— Melhor adiar a consulta.

Fonte imagem: Pinterest

Animus

-Me fiz nilista pela minha própria fé, afoguei-me; em papeis, canetas, livros, pinceis, tacas de vinho tinto. Tentei encontrar a parte oposta do meu eu, integrar o vazio, com a imensidão, o quente com frio, a lua, com o sol.

Porem, foi tudo em vão, naveguei inutilmente em mundos líquidos e intermitentes, queria sentir tudo o que em mim, ainda não sabia.

Depois, descobri que minha busca, não era externa,

era eu,

eu em mim,

me procurava em ti,

por não me saber inteira….

Jesica. M

Pura poesia

Ilusão do poeta,
que acredita no destino
a sua intuição intrínseca
é também; seu desatino!
um abismo de palavras
onde se lançá sozinho
um deserto de presenças
no seu solitário caminho.

Caminha com ambivalência
perdeu a noção do perigo,
no íntimo do seu desassossego
encontra um abrigo
sedento de conhecimento
nunca para no caminho.

Caminho de todos aqueles;
expulsos do paraíso.
que vivem acreditando,
em tudo; o que não faz sentido.

Escreve lentamente,
como quem faz amor
com as palavras,
e em densos parágrafos impublicáveis,
desnuda a sua alma.

Esquece o que queria dizer;
diz mais do que gostaria,
guarda em gavetas
o que ainda não compreende,
joga fora tudo que excede.

— Não tem jeito, não tem saída!
tudo o que lhe orbita; é pura poesia!

Jesica N.

5 mil léguas

-Guarda-chuva em dias de sol
sapatos apertados.
Estabilidade na lua,
instabilidade na terra.
Principio do meio,
fim de todo começo.

Maquinas imperfeitas,
perfeitos corpos humanos.
Chuva com sol,
um sol nublado.
Leituras inversas
malditos poetas,
maldita hora,
INSATISFEITA!

Voraz como toda dúvida,
toda dúvida que alimenta;
a procura do caminho desconhecido,
um caminho que atravessa!
5 mil léguas de distância
do suave destino incerto.

Onde morre toda esperançá
além do errado e do certo.
5 mil léguas de lembranças;
levam ao poeta a morrer de poesias.
5 mil léguas de ilusões
e algumas tardes um tanto vazias.

Jesica. N

Pintura: A morte de Safo, Miquel Carbonell i Selva (1854-1896) – Safo, 1881

O sono dos deuses

Caminhas sobre as águas,
são as águas de todo o mundo.
Teu corpo repousa no descanso,
descanso, de um sono profundo
vem a noite, e o que sonhas…?
são os sonhos de toda noite.
E o que sentes?
já não sentes como outrora!

Desperta o dia como um sonho,
e noite como uma lembrança…
no teu íntimo,
morre toda racionalidade abstrata.
Tudo o que se explica
não encontra explicação
no lugar da onde a pouco viestes.

Mas no caminho da dúvida
descobres a esperança;
de muito saberes,
e não saberes mais de nada,
e enquanto observas a dúvida
sois por ela também observado.

Antigos anjos se divertem
ao ver tua alma despida de certezas.
O caminho que agora trilhas:
o anjo negro conhece.
Adentras no espaço sagrado
onde teu real ser imaculado:
espera ser despertado,
com um beijo de amor embriagado.

Não há nada…..
o espaço que deixastes, esta vazio,
como vazia é a alma dos que sentem.
teu corpo dorme
o sono humano,
presso e encarcerado.
Os deuses riem da tua dúvida
que esqueceste ao acordar.

Eles se reinventam
em rostos conhecidos
alimentando tua fé
em causas impossíveis,
tudo fazem para não perceberes
que tens no corpo encarcerado,
a consciência limitada, que um dia
eles mesmos de ti, roubaram!

Por dentro, caminha o surreal

A rua calçada um tanto irregular comportava o seu passo lento e pensante, caminhos escuros antes trilhados demarcavam o retorno ao desconhecido. Lavaredas de fogo antecipavam a chegada não almejada do brusco fogo que ascende sua alma, uma alma tingida de cinza pelo esquecimento de tudo o que um dia fez sentido, vontade da potência aurida de falsas expectativas; latente, andrógina, capaz de acender a alturas antes inimagináveis, caminha na rua como sendo apenas mais um na multidão.

Fogo precipita-se no seu íntimo crepitando incandescente, poucos enxergam o abismal e desconcertante reflexo da sua sombra tênue exaltada pelo fogo que ilumina sua alma, a tarde enaltece o sentimento de tudo o que se foi.

Por dentro, caminha o surreal…

Concurso novos poetas

Quem me conhece sabe que escrever é minha religião, meu processo de autoconhecimento, minha inspiração e sempre fez parte da minha vida e da minha condição de alma livre, alma de poeta. Hoje estou muito feliz pela minha poesia; Ilusões Poéticas ser selecionada para fazer parte da Antologia Poética, Poesia Brasil 2019, da editora Vivara que será lançado no mês de julho. É a primeira vez que me inscrevo num concurso literário e ficar entre os primeiros novos poetas do Brasil é uma honra, uma sensação difícil de descrever.

Na vibe do dia de descanso de muitos trabalhadores e com alegria deste reconhecimento literário no meu peito, desejo um bom dia a todos os amigos!

Ser poeta é não ser previsível.

Se apegar a dúvida explicita do nada sei, reside no universo febril e intenso de toda alma poética que se separa da mediocridade cotidiana, das certezas rasas e tolas, ao mesmo tempo que se afunda em devaneios completamente inúteis a vista do seres racionais e lógicos. Viver entre as certezas cientificas, morais e religiosas, e se limitar para servir a uma realidade falsa que invetaram em prol da nossa funcionalidade. O universo, como o amor, é imensurável, não existe explicação que satisfaça o que está além do material, do tangível, do funcional.

Viver em estado de Poesia é atravessar um oceano profundo e tantas vezes sombrio, pelo fato de ser desconhecido, arriscado, louco e visceral. A vida não possui manual de instruções, dúvidas, sonhos, desejos, inconsciente, intuições, transferências, são desconsiderados num contexto racional. O desconhecimento total do profundo oceano interior é sempre a margem mais segura do permanecer humano.

A credulidade perigosa das religiões, das verdades afirmadas pela publicidade, das convicções sobre a aparência, a ascensão social e a visão utilitária das relações pessoais nos tornam rasos e previsíveis. Somos treinados para pensar e falar das mesmas coisas, correr atrás de horizontes cada vez mais distantes do que somos. Perder tempo pode ser um ato completamente revolucionário, do qual, aqueles seres ocupados demais nunca saberão. Talvez morram amarrotados de coisas externas, cheios de relacionamentos convencionais com pessoas altamente previsíveis e sejam considerados sujeitos exemplares perante a sociedade. Porém, o arrependimento de não ter amado, vivido, arriscado, os assolara certamente no dia da partida. 

Tudo o que temos são nossas experiências, elas nos modificam constantemente, dependendo da nossa disponibilidade de ser modificados pelo incomum, pelo caos, movimento natural de transgressão e evolução.

A mídia e seus símbolos repetitivos, a falsa política e a religiosidade perturbam mentes susceptíveis enquanto manipulam pelo medo. A realidade da maioria afunila-se em contextos que não lhe pertencem.
A diversidade é rica no seu contexto eternamente incompleto e, quase sempre incompreensível, mas é sobre ela que reside a maior riqueza humana. Medo, arrogância, cobiça e indiferença com o próximo, uma civilização politicamente correta e humanamente frágil. Duvidar é pensar profundamente numa liberdade democrática e cosmológica, duvidar é um ato de coragem que os poetas reconhecem. Duvidar é sempre melhor do que seguir gurus donos de verdades absolutas, que não reconhecem suas próprias inverdades. Só posso acreditar naquele que dúvida de si mesmo.

Em tempos de verdades absolutas e respostas online, a dúvida deve ser resgatada pelo inconsciente, pelo risco, ao pecado e à dor, enfrentando a vida e todas suas incertezas. O mundo surgiu do caos, o mundo é caótico por natureza, nada esta parado, tudo tende a entropia, nada esta completo, nenhuma explicação será suficiente para desvendar o mistério da vida. Algo só é real quando é para você mesmo.

Ser poeta é não ser previsível.

Frase de Jose de Saramago